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Árvores que salvam

Editorial do jornal O Povo, de 11 de outubro, mostrou como o aparentemente simples corte de uma árvore pode mobilizar as pessoas que, cada vez com mais vigor, rejeitam decisões unilaterais tomadas pelo poder público. Sob risco de queda, segundo informaram funcionários da Prefeitura, o corte da árvore teria sido necessário.

Porém, a acácia mimosa, na Praia de Iracema, fazia parte da paisagem natural e sentimental dos vizinhos e frequentadores do local, que protestaram nas redes sociais. Eles se queixaram de que ninguém foi ouvido e nem avisado do corte da árvore.

A propósito disso, o que poderia, da mesma forma, mobilizar os moradores seria a reivindicação de mais cuidado com as árvores urbanas. Basta caminhar por qualquer rua ou avenida – como a Dom Manuel, Duque de Caxias ou do Imperador – para observar podas mal feitas, danosas à saúde das árvores, e o aspecto doentio de muitas plantas. A prefeitura, que desenvolve um plano de arborização para a Cidade, poderia preocupar-se também com a saúde das árvores já plantadas. Mesmo Fortaleza tendo avançado para uma cobertura vegetal de 8 m² por habitante, segundo informações da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), é de se lembrar que o índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m²/habitante.

A primeira coisa, quando se pensa na arborização urbana, principalmente em uma cidade de calor intenso como Fortaleza, é que as árvores proporcionam um refrigério aproveitado por todos. (Inclusive, Fortaleza deve ser a única cidade no mundo em que os carros esperam a abertura do sinal embaixo de uma árvore, mesmo que o semáforo esteja a 50 metros dela.)

Certamente, oferecer um pouco de sombra é uma das principais utilidades das árvores urbanas. Mas o que pouca gente sabe é que elas também salvam vidas.

Estudo realizado pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos mostra que, pelo poder de absorver a poluição, cada árvore urbana salva pelo menos uma vida por ano.

Portanto, salvar a vida de uma árvore, equivale a salvar uma vida humana.

Fonte: Jornal O Povo de 11/10/2015.

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