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Maratona Quarentena: vídeos sobre Arquitetura e Urbanismo

A epidemia do novo coronavírus obriga a todos o distanciamento social e, para muitos, o trabalho remoto em casa. As circunstâncias servem também para o aprimoramento de conhecimentos sobre Arquitetura e Urbanismo. Pensando nisso, o CAU/BR listou alguns vídeos de entrevistas com arquitetos premiados.
 
Estão reunidos um documentário pouco conhecido sobre Lúcio Costa; os últimos 10 estrangeiros laureados do “PrêmioPritzker”, mais os brasileiros Paulo Mendes da Rocha e Oscar Niemeyer;  a série completa do portal “Arquitetura e Urbanismo para Todos” e as palestras feitas em Plenárias do CAU/BR, dentro da série “CAU Conversa Com”. 

Veja a relação:

LUCIO COSTA

A Visão do Futuro – I
A Visão do Futuro – II

Depoimento de Lúcio Costa, co-autor do Palácio Capanema (RJ), primeira grande obra da arquitetura moderna no Brasil, e autor do projeto urbanístico de Brasília. Documentário para TV, em duas partes.

 

BRASILEIROS LAUREADOS COM O PRÊMIO PRITZER 

2006: PAULO MENDES DA ROCHA

Cerimônia de premiação do Pritzker

Em 2006, Paulo Mendes da Rocha ganhou o Prêmio Pritzker, considerado o “Nobel da Arquitetura”. Antes dele só outro arquiteto e urbanista brasileiro obteve tal conhecimento: Oscar Niemeyer. O Pritzker é uma iniciativa da Fundação Hyatt, dos Estados Unidos. Ao anunciar a escolha do júri, Thomas J. Pritzker, presidente da Fundação Hyatt, disse que “Mendes da Rocha demonstrou um profundo entendimento de espaço e escala através da grande variedade de edifícios que desenhou, desde residências privadas, complexos habitacionais, uma igreja, museus e estádios esportivos e planos urbanos para o espaço público. Embora apenas alguns de seus edifícios tenham sido realizados fora do Brasil, as lições a serem aprendidas com o seu trabalho, tanto como arquiteto praticante e professor, são universais “. A palestra do arquiteto começa no minuto 5:48. 

29 Minutos com Paulo Mendes da Rocha

O filme é conduzido por uma conversa com Paulo Mendes da Rocha, realizada em seu escritório em 2010. Ao apresentar algumas de suas principais obras, o arquiteto tece considerações acerca da compreensão da arquitetura em sua dimensão humana e essencialmente cultural. Produção do IAB/SP.

1988: OSCAR NIEMEYER

A vida é um sopro

Neste documentário de 90 minutos, Oscar Niemeyer, um dos maiores arquitetos de todos os tempos, conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado.Produção: 2007/Brasil Duração: 90 min. Direção: Fabiano Maciel . Participam: Chico Buarque de Hollanda, Carlos Heitor Cony, Eduardo Galeano, Ferreira Gullar, Eric Hobsbawn, Oscar Niemeyer, Nelson Pereira dos Santos, José Saramago e Mario Soares.

 

ESTRANGEIROS LAUREADOS COM O PRÊMIO PRITZKER 

(10 últimas premiações)

2020: Yvonne Farrell e Shelley McNamara

As irlandesas Yvonne Farell e Shelley McNamara, co-fundadoras do escritório Grafton Archtitects e vencedoras do Prêmio Pritzker 2020, apresentam sua visão sobre a construção das cidades, em inglês, neste vídeo para a Fundação Hyatt, organizadora do prêmio. Em mais de 40 anaos de atuação, a dupla executou vários projetos que ajudaram a melhorar as cidades e responder às necessidades locais, como a University College Dublin.

2019: Arata Isozaki

Em entrevista em japonês legendado em inglês, o arquiteto Arata Isozaki, vencedor do Prêmio Pritzer 2019, fala sobre sua trajetória na Arquitetura. Com mais de 100 obras construídas, Isozaki é considerado um visionário arquitetônico por sua abordagem transnacional e destemidamente futurista ao projeto. Dentre as obras significativas do arquiteto, estão a Torre de Arte Mitor, o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles e o Palau Sant Jordi em Barcelona.

2018: Balkrishna Doshi

Primeiro indiano a ser agraciado com o Prêmio Pritzker, Balkrishna Doshi, acredita que a Arquitetura deve educar tanto os estudantes quando a sociedade, como afirma neste vídeo em inglês para a Fundação Hyatt. Durante os últimos 50 anos, Doshi moldou seu discurso sobre a Arquitetura e o desenho urbano com uma forte influência da Índia natal, sem abandonar o modernismo. Uma de suas obras mais notáveis é a habitação coletiva Aranya. 

2017: RCR Arquitetos

Rafael Aranda, Carme Pigem e Ramon Vilalta, que trabalham juntos desde 1988 sob o nome de RCR Arquitectes, foram nomeados ganhadores do Prêmio Pritzker 2017, se convertendo no primeiro trio de arquitetos reconhecidos pela premiação máxima da nossa disciplina. Grande parte dos projetos do RCR são em sua terra natal, na Catalunha. A obra que os trouxe notoriedade foi um farol em Punta Aldea, ponderando a essência da tipologia, característica recorrente nos projetos da equipe. 

2016: Alejandro Aravena

Por meio do escritório ELEMENTAL, Alejandro Aravena, chileno vencedor do Prêmio Pritzker 2016, construiu mais de mais de 2.500 unidades de habitação social. O arquiteto é reconhecido por sua capacidade de ampliar o campo de ação do arquiteto para alcançar soluções que permitam melhorar os contextos urbanos e fazer frente à crise mundial de habitação. Nesta entrevista em inglês para a Fundação Hyatt, Aravana fala sobre o poder da Arquitetura de mudar o mundo. 

2015: Frei Otto

O arquiteto alemão Frei Otto, vencedor do Prêmio Pritzker 2015, se inspira na natureza e nos processos encontrados nela, ele vê maneiras de usar seus materiais e energia para criar espaços. Otto praticou e avançou ideias de sustentabilidade. Entre suas principais obras, destaca-se o Pavilhão Alemão da Expo Montreal de 1967, estrutura fabricada na Alemanha e montada no Canadá. Frei Otto faleceu duas semanas antes da entrega do prêmio. Esta foi sua última entrevista, concedida em inglês, à Fundação Hyatt. 

2014: Shigeru Ban

Shigeru Ban, arquiteto japonês laureado com o Prêmio Pritzker 2014, foi reconhecido internacionalmente por seu uso experimental e criativo de materiais não convencionais, principalmente o papel. Posteriormente, o arquiteto ganhou mais notoriedade por desenvolver projetos de alta qualidade e de baixo custo para os que mais precisam – refugiados e vítimas de desastres naturais. Ban concedeu uma entrevista em inglês para o ArchDaily para abordar sua trajetória na Arquitetura.

2013: Toyo Ito

O arquiteto japonês Toyo Ito foi o grande vencedor do Prêmio Pritzker 2013. A iinovação conceitual de Ito foi uma das principais razões para a sua escolha, além de seu compromisso com a orientação de jovens arquitetos e sua responsabilidade social. Seu trabalho “Home for All” forneceu pequenos espaços comuns para os afetados pelo terremoto no Japão em 2011. Em entrevista ao ArchDaily, o arquiteto discute seus principais projetos. 

2012: Wang Shu

Fundador do Amateur Architecture Studio, o arquiteto chinês Wang Shu foi o vencedor do Prêmio Pritzker 2012. O principal traço de Wang Shu é interpretar a tradição arquitetônica chinesa em suas obras. Em entrevista concedida após a entrega do prêmio, o arquiteto respondeu perguntas sobre o futuro da arquitetura chinesa.

 

ARQUITETURA E URBANISMO PARA TODOS 

A primeira atividade humana, por Gustavo Penna

Gustavo Penna, nascido em 1950 em Belo Horizonte,  faz parte do movimento pós-modernista na Arquitetura, que surgiu como uma antítese de seu predecessor, o modernismo, que caracterizou a arquitetura brasileira a partir dos anos 30. Um dos mais importantes arquitetos mineiros dessa geração, foi muito influenciado por Vilanova Artigas, ainda que este não tivesse rompido com o modernismo. Nesta entrevista de duas partes, Penna explica ao jornalista Paulo Markun por que considera a arquitetura a primeira atividade humana, as características que o projeto precisa ter para resultar em uma boa obra e porque o modernismo dos anos 60 um estilo importante, porém já desgastado

Sylvio de Podestá: não houve anos dourados

Nascido em 1952, Sylvio de Podestá, crítico da arquitetura modernista, vive e trabalha em Belo Horizonte. É engenheiro arquiteto formado pela EAUFMG (1982) e sócio diretor da AP Cultural, editora de livros e revistas de arquitetura, design e meio ambiente. Nesta entrevista ao jornalista Paulo Markun, o arquiteto discute temas como a arquitetura brasileira nos anos 50, verticalização, o que o arquiteto pode aprender com o usuário do projeto e otimismo em relação à Arquitetura.

Décio Tozzi: reflexão e prospecção na Arquitetura

Décio Tozzi, nascido em São Paulo no ano de 1936, vê aspectos reflexivos e prospectivos na Arquitetura, mas lamenta que a maior parte das obras das cidades não tenha o trabalho dos arquitetos. Em toda sua carreira, o arquiteto pesquisou o papel da luz, por acreditar que a Arquitetura é luz e também sombra. Nesta entrevista de três partes ao jornalista Paulo Markun, o arquiteto discute o que é Arquitetura e seu papel nas cidades, o que buscou no orquidário Ruth Cardoso e a evolução arquitetônica da cidade de São Paulo

Índio da Costa: a culpa é dos arquitetos

No primeiro vídeo desta entrevista de três partes ao Paulo Markun, Índio da Costa há uma parcela de culpa dos arquitetos no processo que afastou a arquitetura da população após o modernismo. Na segunda parte, o arquiteto discute a arquitetura brasileira nos anos 50, afirmando que na época o terreno era fértil, no sentido de que o tempo técnico para o planejamento do projeto era respeitado. Hoje em dia isso não acontece em 90% dos projetos que ele recebe em seu escritório. Na parte final, Índio da Costa dá um exemplo de sua experiência sobre como um arquiteto pode aprender com seu cliente e discute a verticalização. 

Álvaro Puntoni: arquitetura não devia ser exceção

Álvaro Puntoni, arquiteto pela FAU-USP, nasceu em São Paulo, em 1965. Leciona na mesma instituição onde se formou, na Escola da Cidade e na FAU-Mackenzie, além de sócio do escritório GrupoSP. Projetou a nova sede do SEBRAE em Brasília e o Anexo do Museu do Ouro em Sabará, Minas Gerais. Na primeira parte desta entrevista ao Paulo Markun, o arquiteto manifesta preocupação com o hábito da sociedade de tratar a arquitetura como um tema distante. Na segunda parte, Puntoni explica a Arquitetura do Possível, a Arquitetura do Vazio e faz uma reflexão sobre os limites e as possibilidades da profissão. Na terceira parte, Álvaro debate o futuro da profissão e defende que para se ter avanços é preciso abrir mão de privilégios, na quarta e última parte

 A boa arquitetura, arquitetos Dal Pian

Em entrevista ao Paulo Markun, Renato e Lilian Dal Pian, sócios do escritório Dal Pian Arquitetos falam sobre o que é a boa arquitetura. Para Renato, é uma atividade com ampla escala – vai da cidade à colher. Na segunda parte da conversa, os arquitetos explicam porque, em sua visão, o edifício Copan, projeto de Oscar Niemeyer, é um dos bons exemplos de arquitetura. 

Rosa Kliass e a síndrome de Deus

Rosa Kliass paisagista, de 82 anos, nasceu em São Roque e formou-se arquiteta na FAU-USP. Ela é fundadora e ex-presidente da APAB (Associação Brasileira de Arquiteos Paisagistas) fez o projeto paisagístico do Parque da Juventude e a reforma do Vale do Anhangabaú, ambos em São Paulo. Na primeira parte de sua entrevista, a arquiteta paisagista conversa com Paulo Markun sobre a importância do paisagismo para a Arquitetura. No segundo trecho, Kliass descreve algumas de suas obras, contando a história e curiosidades. Na parte final, a arquiteta define um bom projeto e relembra sua situação na ABAP. 

A arquitetura está em crise, por Bruno Ferraz

Em entrevista com o jornalista Paulo Markun, o arquiteto Bruno Ferraz, sócio do escritório B´Ferraz Arquitetura com atuação na cidade do Recife, destrinchou a atividade arquitetônica, ao definir o que é um projeto e sua importância, o que o arquiteto pode aprender com o usuário e debatendo a crise na profissão. Na segunda parte da conversa, o arquiteto destaca dois exemplos de projeto: os hospitais da Rede Sarah, projetos de João Filgueiras Lima, o Lelé e o edifício Acaiaca, de Recife, construído em 1958 pelo arquiteto Delfim Amorim.

Produção arquitetônica nas grandes cidades, por Marco Antonio Borsoi

Marco Antonio Borsoi é carioca de nascimento, mas vive em Recife e atua em Pernambuco. Nesta entrevista ao Paulo Markun, o ex-presidente do IAB-PE, Borsoi explica porque a Arquitetura brasileira perdeu a relevância dos anos 50, fala sobre a produção arquitetônica nas grandes cidades e traz dois grandes exemplos: Sesc Pompéia e o Museu de Arte Moderna de Niterói. Na segunda parte, o arquiteto discute a verticalização na arquitetura e explica o que o arquiteto pode aprender com o usuário das obras. 

O que é um bom projeto para Roberto Moita

Em entrevista ao jornalista Paulo Markun, arquiteto Roberto Moita dá sua visão sobre a arquitetura e traça um panorama da profissão atualmente, seus novos desafios e possibilidades na sociedade brasileira. Para ele, os arquitetos devem recuperar o destaque que a profissão possuía através de maior participação nos temas nacionais. Na segunda parte, Moita explica a essência da arquitetura e comenta a perda da significância da arquitetura como bem cultural após a era de ouro do modernismo.

O que é arquitetura, segundo Luciano Margotto

O arquiteto Luciano Margotto, professor da Escola da Cidade e sócio do escritório República Arquitetos adota o conceito desenvolvido por Lúcio Costa. Arquitetura é construção com intenção. E aponta três bons exemplos: A Praça das Artes, o Copan e o Conjunto Nacional. Na segunda parte de sua conversa com o jornalista Paulo Markun, Margotto afirma que a arquitetura em sua época áurea, era elitizada. Houve um aumento do número de arquitetos, mas é preciso voltar a usar as cidades, como naquela época.

Os incríveis anos 50, por Sérgio Parada

A vertente mais importante da arquitetura é o Humanismo, segundo Sérgio Parada – curitibano, atua em Brasília no escritório Sérgio Roberto Parada Arquitetos e Associados. Para ele o arquiteto tem a função de entender as necessidades e dinâmicas da vida do usuário daquela construção, seja uma família ou a população de uma cidade inteira. Além disso, há uma responsabilidade ambiental nas escolhas dos materiais e nas soluções para combater o desperdício dos recursos. Na segunda parte da entrevista, Parada reconhece a importância da arquitetura moderna que marcou os anos 50 do século passado, mas alerta: ela não alcançava toda a sociedade.

 

CAU CONVERSA COM

CAU Conversa: João Filgueiras Lima

João Filgueiras, mais conhecido como Lelé, foi o primeiro convidado da série de encontros ‘‘CAU Conversa Com”’. Arquiteto e urbanista, Lelé é referência nacional quando se trata de arquitetura sustentável. Arquiteto de vanguarda, ainda recém-formado, em 1957, saiu do Rio de Janeiro rumo ao Planalto Central brasileiro, para colaborar com a construção da nova capital, a cidade de Brasília.

Dos pampas ao sertão brasileiro, Lelé é atuante em todo o país. Segundo Oscar Niemeyer, ele é o maior especialista em obras com pré-fabricados. Lelé contribuiu, efetiva e pioneiramente, para a criação do CAU/BR. 

CAU Conversa: Rosa Kliass

Rosa Kliass tem mais de 50 anos de carreira. Ela é considerada uma das mais importantes paisagistas da história do paisagismo brasileiro moderno e contemporâneo.  Seu trabalho profissional sempre foi pautado pela responsabilidade com o meio ambiente e com a cultura. Isso a levou a recusar o projeto do Parque do Morumbi, em São Paulo, pois ela não queria desenhar um projeto que só fosse ficar no papel. Tudo isso em nome da ecologia da paisagem. A arquiteta acredita que o paisagismo deve colaborar com a sustentabilidade das cidades. O trabalho desenvolvido por Kliass distingue-se no cenário nacional e internacional por essa preocupação e cuidado com a natureza. Entre os muitos trabalhos dessa arquiteta paisagista estão o projeto paisagístico do Parque da Juventude e o Vale do Anhangabaú, ambos em São Paulo; o Mangal das Garças, em Belém; e o Parque da lagoa do Abaetè, em Salvador.

CAU Conversa: Ruy Ohtake

Autoridade no âmbito da arquitetura humanizada, Ohtake já possui mais de 50 anos de profissão. O arquiteto acredita que as cidades precisam de mais cores e de mais alegria. Reconhecido internacionalmente, Ohtake é autor de obras arquitetônicas para além das fronteiras brasileiras e dos limites do concreto armado. Versatilidade, reinvenção e ousadia caracterizam seu trabalho. Ele é responsável por mais de 300 obras, entre elas a Embaixada Brasileira em Tóquio, no Japão; os Jardins e o Museu Aberto da Organização dos Estados Americanos – OEA, nos EUA; o Aquário Pantanal, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O pioneirismo de Ohtake está, sobretudo, no envolvimento com projetos de inclusão social. Os redondinhos de Heliópolis, maior comunidade de São Paulo, com 120 mil habitantes, é de autoria do arquiteto.

CAU Conversa: Nestor Goulart Reis 

Nestor Goulart tem uma extensa carreira na área acadêmica. Graduou-se em Arquitetura e Urbanismo em 1955, e em Ciências Sociais em 1962, ambos pela Universidade de São Paulo (USP). Autor de diversos livros sobre história da Arquitetura, da Urbanização e do Urbanismo, entre os quais se destaca Quadro da arquitetura no Brasil (1978). oi primeiro presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e vice-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb). Entre as premiações, Goulart recebeu em 2011 o Prêmio Jabuti, com o 1º lugar do melhor livro sobre Arquitetura e Urbanismo de 2010, para a publicação Dois séculos de projetos no estado de São Paulo: grandes obras e urbanização 1800-2000, da Câmara Brasileira do Livro.

CAU Conversa: Sérgio Magalhães

Na 6a edição do CAU conversa com, realizado durante a 9º Reunião Plenária do CAU/BR, o convidado foi Sérgio Magalhães, na época, recém-nomeado presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Formou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fez doutorado em urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atualmente é professor de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ. Também ocupou cargos em secretarias municipais, como a Secretaria de Habitação do Rio de Janeiro. Mesmo assim, Magalhães afirmou que, apesar da carreira dinâmica, nunca deixou de pensar e agir como arquiteto e urbanista. Sérgio provocou reflexões a respeito do atual papel do arquiteto e urbanista. Foi incisivo ao falar da importância do pensamento democrático, que o profissional deve possuir e cultivar. Debateu com os colegas a dimensão e as responsabilidades que a profissão agregou ao longo dos anos e ressaltou a importância do respeito ao espaço projetado e construído. 

CAU conversa: José Eduardo Vieira Ribeiro (Zézeu) 

Arquiteto e político brasileiro. Atuante na luta pelo desenvolvimento urbano com igualdade social. Enquanto secretário de Planejamento da Bahia, em 2011, articulou políticas públicas para o desenvolvimento do Estado. Deputado federal desde 2002, coordenou a bancada do Nordeste e destacou-se com proposições sobre questões de moradia e de superação das desigualdades regionais, tendo sido presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano. O deputado é autor da Lei de Assistência Técnica e relator do Estatuto da Metrópole. Zezéu defende o direito a arquitetura como forma de cidadania e de inclusão social.

CAU Conversa: Carlos Bratke

Carlos Bratke faz parte da primeira geração de arquitetos paulistas  – os chamados “não alinhados” – que contestou os dogmas da arquitetura moderna. Seus projetos são marcados pelo experimentalismo tanto formal como técnico. É autor de projetos dos mais variados programas: casas unifamiliares, prédios de apartamentos, igrejas, escolas, indústrias e, sobretudo, edifícios de escritórios. Dentre estes, destaca-se sua produção na região da avenida Luís Carlos Berrini, uma antiga região pantanosa do bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo, que ele –  junto com o irmão Roberto Bratke e Francisco Collet, também arquitetos, construtores – ajudou a consolidar, elaborando projetos de escritórios para a área, hoje uma das mais valorizadas da capital paulista. São mais de 60 projetos construídos, com área aproximada de 650 mil metros quadrados. Em 2003, Bratke foi um dos 35 primeiros arquitetos a assinar o manifesto em favor da criação do CAU, ao lado de Oscar Niemeyer, Nestor Goulart, Lelé, Paulo Mendes da Rocha, Severiano Porto, Joaquim Guedes.

CAU Conversa: Germán Betancourt 

Membro do Conselho Honorário da Federação Nacional dos Arquitetos, Germán Suárez Betancourt foi o 9º convidado do “CAU Conversa com” promovido nas reuniões plenárias do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Na palestra, ele fala sobre a transformação social ocorrida na cidade Medellín, na Colômbia, por meio de políticas públicas influenciadas pela Arquitetura e Urbanismo.

CAU Conversa: Sérgio Parada 

O currículo de Sérgio Parada é recheado de experiências variadas, inclusive internacionais. Ele é formado em Edificações pela Escola Técnica Federal do Paraná – UTFPR e mestre pela Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM. Foi também professor da Universidade Católica do Paraná – UCPR. Durante sua vida profissional, participou ativamente das ações do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB. Além da Vice-Presidência Nacional, exerceu o cargo de diretor do Departamento do Paraná e de presidente do Departamento do Distrito Federal. Trabalhou também na Secretaria de Asentamientos Humanos y Obras Públicas na Dirección General de Desarrollo Ecológico, na Cidade do México. Atualmente Sérgio coordena o seu próprio escritório, em Brasília. Sérgio falou também sobre as mudanças no ensino e no exercício profissional na área de Arquitetura e Urbanismo nos últimos anos.

Fonte: CAU/BR

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