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Ocupação do Centro: Arquitetos criticam postura da Prefeitura

A Prefeitura continua a pintar novos espaços e a padronizar quiosques para os camelôs do Centro, postura criticada por arquitetos. Em julho, em entrevista à rádio O POVO/CBN, o secretário do Centro, Ricardo Sales, disse que a medida seria um paliativo. Segundo ele, a solução era a construção de shopping popular.

“O que me chateia é que a postura da Prefeitura em relação ao comércio ambulante deveria ser completamente diferente. Deveria ser de planejamento adequado. Não é para ficar pintando o chão. Eles estão legitimando a ilegalidade”, critica Romeu Duarte, chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFC.

Para ele, espaços privados deveriam ter sido feitos há muito tempo. “Estamos em final de ano, a quantidade de feirantes aumenta e estamos perto das eleições para prefeito. Entendo a pressão das eleições. Agora, permitir essa ocupação é um crime”, diz.

Odilo Almeida, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará (CAU-CE), acrescenta que a rua José Avelino, tombada desde 2012, tem de ser preservada pelas características originais.

“Tem que ser utilizada, essencialmente, para visitação e turismo. Essa é a fórmula que as cidades de sucesso utilizam para preservar sua identidade histórica e gerar riqueza com o turismo”, diz Odilo, que também acredita em um espaço adequado para a atividade de camelôs.

(Fonte: Jornal O Povo / Beatriz Cavalcante / Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

 

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