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Projeto Lelé: CAU Brasil leva alunos de Arquitetura e Urbanismo ao interior do país

Lelé

 

Você sabia que, dos 5.570 municípios brasileiros, somente 3.737 possuem arquitetos e urbanistas ativos? Hoje, mais de 40 milhões de pessoas não vivem em habitações adequadas – a maioria em estados com acesso restrito a serviços de Arquitetura e Urbanismo, conforme dados da Fundação Joao Pinheiro.

 

O Projeto Lelé, iniciativa inédita da Comissão de Ensino e Formação do CAU Brasil, inspirada no arquiteto e urbanista João Filgueiras Lima, chegou para constribuir na mudança dessa realidade. Objetivo é fomentar a territorialização da arquitetura e urbanismo, levando os serviços de formandos de Arquitetura e Urbanismo aos municípios brasileiros mais necessitados.

 

Por meio de Chamada Pública Nacional, o CAU Brasil vai selecionar Planos de Trabalho a serem
executados por estudantes concluintes de cursos de Arquitetura e Urbanismo para o desenvolvimento e a execução de atividades em municípios anfitriões.

 

Com isso, será possível integrar e inserir os formandos no contexto e processo de desenvolvimento das boas práticas profissionais, e promovendo o acesso universal à Arquitetura e Urbanismo como garantia do bem-estar social.

 

Hospital Sarah Rio de Janeiro. Projeto de João Filgueiras Lima (Lelé). Foto: Divulgação.

 

COMO FUNCIONA?
O CAU Brasil vai financiar atividades dos formandos de Arquitetura e Urbanismo para o desenvolvimento de atividades em prefeitura sem acesso a arquitetos e urbanistas. Serão oferecidas bolsas mensais no valor de R$ 1.450 durante 10 meses para cada estudante.

 

Há duas grandes escalas de atuação dos estudantes, são elas: a Escala do Edifício e a Escala Urbana.

 

– Escala do Edifício: Desenvolvimento de atividades vinculadas a projetos edilícios, como escolas, unidades de saúde, creches, centros de atividades, entre outros;
– Escala Urbana: Divido entre INFRAESTRUTURA e EQUIPAMENTOS. Infraestrutura, desenvolvimento de atividades vinculadas a planejamento urbano, desenho de vias, etc. Equipamentos, projetos vinculados a equipamentos urbanos, como praças, mobiliário urbano, etc.

 

O programa possui compatibilidade e equivalência com o Trabalho Final de Graduação, permitindo que o estudante participante conclua a sua graduação a partir do exercício de atividades práticas supervisionadas, durante a sua participação no “Projeto Lelé”.

 

Confira aqui o Edital do Projeto Lelé

 

QUEM PODE SE INSCREVER?
Poderão participar Instituições de Ensino Superior (IES) representadas juridicamente por Organizações da Sociedade Civil. A IES deverá submeter um plano de trabalho desenvolvido por estudante concluinte do curso de Arquitetura e Urbanismo, orientado por arquiteto(a) e urbanista docente para ser desenvolvido no município anfitrião ao longo de 10 meses pelo(a) estudante.

 

Já os municípios interessados em receberem um estudante através do projeto deverão preencher o formulário eletrônico de pré-inscrição do CAU Brasil e serem considerados habilitados em participar do programa. Serão considerados os critérios abaixo:

 

1. Possuir entre 20 a 50 mil habitantes;
2. Não possuir profissionais de arquitetura e urbanismo no quadro de funcionários da prefeitura;
3. Fornecer hospedagem e alimentação necessárias à manutenção do(a) estudante durante o seu período de estadia;
4. Fornecer dados e viabilizar acessos necessários ao(à) estudantes para a plena execução do Plano de Trabalho;
5. Fornecer um posto de trabalho compatível com o desempenho das atividades previstas;
6. Apresentar escopo geral de possíveis áreas de atuação ou atividades a serem realizadas pelo estudante durante a estadia;
7. Apresentar dados gerais de desenvolvimento socioeconômico do município, contendo informações de Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. Tais informações possuem caráter classificatório.

 

Confira aqui o Edital do Projeto Lelé

 

O arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, ao lado do amigo Oscar Niemeyer. Foto: Divulgação

 

QUEM FOI LELÉ
Projeto do CAU Brasil foi inspirado pela obra de João Filgueiras Lima, o Lelé. Falecido em maio de 2014, aos 82 anos, deixou um legado inestimável para a Arquitetura Brasileira. Suas obras se destacam pelas técnicas inovadoras, pelo apuro estético e pelo seu grande alcance social: em mais de 50 anos de atividade profissional, Lelé construiu escolas, hospitais, universidades e inúmeros prédios públicos.

 

Para ele, o arquiteto deve ser, antes de tudo, um construtor. Deve conhecer profundamente materiais, estruturas e técnicas construtivas. “Ninguém pode desenhar aquilo que não sabe como se faz”, disse. Considerado por Lúcio Costa um dos três mais importantes nomes da Arquitetura Modernista Brasileira, ele foi responsável por obras na construção de Brasília, a Fábrica de Escolas e os Centros Integrados de Educação Pública no Rio de Janeiro (ambos em parceria com Darcy Ribeiro), além do Centro de Tecnologia da Rede SARAH de Hospitais.

 

Saiba mais sobre Lelé.

 

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