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Influência da arquitetura no meio ambiente

Influência da arquitetura no meio ambiente

O Meio Ambiente é celebrado em junho e, dessa forma, devemos refletir não somente sobre o crescimento desordenado das cidades e o seu alto impacto em áreas verdes remanescentes, mas também as devidas soluções. Atualmente o ambiente urbano é o hábitat de mais de 50% da população mundial e projeções da ONU estimam que em 2025 a população urbana mundial, que hoje é de aproximadamente 2,5 bilhões, possa chegar aos 5 bilhões de pessoas.

Essa superpopulação nos faz viver alguns dos maiores problemas ambientais que envolvem as questões das águas, do lixo, do ar e do alto consumo de energia. Com certeza que as soluções não dependem somente da política, mas também do cidadão. Refletindo sobre o papel do arquiteto nesse aspecto, cheguei a conclusão de que não cabe só buscar tecnologias sofisticadas para as soluções ambientais, mas buscar técnicas simples e acessíveis que tenham como premissa conceitos de ecologia urbana, posição solar, ventilação e planejamento ambiental.

As edificações, por exemplo, quando são projetadas com princípios ecológicos, refletem diretamente na economia para a municipalidade, afinal é possível reduzir o volume de entulho retirado da obra, o volume de águas pluviais destinado ao sistema público e o volume de despejo de esgoto. Tudo isso, além de contribuir com a área do terreno, também contribui para a cidade.

Não há dúvidas de que uma arquitetura responsável e sintonizada com as questões urbanas contemporâneas colabora para a melhoria da vida nas cidades e para a solução de problemas ambientais como a impermeabilização crescente do solo; a redução progressiva da vegetação urbana, especialmente nos lotes privados; o alto consumo energético das residências; o alto custo do tratamento da água e dos esgotos; o desperdício e o lançamento de entulhos e sobras de canteiros de obras na periferia, dentre outros.

No entanto, é chegada a hora de abrir os nossos olhos inicialmente para o que nos cerca, para nosso tangível e, dessa forma, passarmos a melhorar o uso dos nossos ambientes diários, reutilizando, reciclando, repensando sobre o meio ambiente. Só assim poderemos transbordar essas mudanças ao intangível, a cidade que tanto almejamos.

 

Artigo escrito pela Conselheira do CAU/CE, Lucilla Rocha.

 

Artigo veiculado no Jornal O Otimista em 14/06/2022

 

 

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